É muito comum esta expressão nos epitáfios e nem sempre corresponde à verdade. No caso da Becas, sim, ela terá sempre saudades do Beco.
Se fosse vivo, Ayrton Senna completaria hoje 50 anos de idade. A sua memória permanece no meu coração. Que estaria ele a fazer? E eu? A resposta é um exercício de história alternativa que dispenso. Mas não dispenso questionar-me quanto à inevitabilidade da sua morte, sobretudo após o acidente de Filipe Massa, uma cópia quase idêntica do acidente de Senna. Faltou-lhe o quase, que marcou a diferença entre a morte e a recuperação integral. Porquê? Quem decide destas coisas, as que verdadeiramente interessam, não responde, porque não tem de responder. E eu só tenho é de aceitar e agradecer que Massa tenha tido a protecção que Senna não teve e acreditar que o meu querido campeão descansa na paz de Deus.
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A morte é a curva da estrada,
Morrer é só não ser visto.
Se escuto, eu te oiço a passada
existir como eu existo.
Fernando Pessoa
( A propos, hoje também é Dia Mundial da Poesia)
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