Quem tiver lido o meu artigo na revista PREMIERE de Fevereiro de 2005, acerca do filme tailandês A Lenda de Suriyothai, saberá quanto apreciei a forma como o realizador recordou a história do seu país e se referiu ao contributo português para o desenrolar da mesma. Para além disso, é um épico de qualidade, que merece ser visto e que tem uma versão muito completa em DVD.
E eis que, passados uns anos, um outro realizador tailandês, regressa à mesma época histórica (século XVI) desta feita centrando a narrativa nas personagens portuguesas. Aquilo que poderia ser uma alegria para nós, revela-se um projecto falhado a quase todos os níveis. Salvam-se as cenas de acção e, sobretudo, as batalhas. Actores portugueses, nem um; nem música portuguesa; nem pronúncia portuguesa; nem sequer nomes à portuguesa, tudo muito por culpa da colaboração anglo-saxónica (responsável pelo script) que teima em chamar às personagens De Gama ou Da Silva, assim evidenciando o costumeiro desprezo pela língua portuguesa. Para além disto, a representação é fraca, os diálogos insonsos e, como se esperaria, é tudo falado em inglês.
Que restará, então, para recomendar A Espada do Rei ? Só isto: sendo baseado na histórica verídica de um mercenário português que se tornou num dos principais guardas do rei de Sião, trata-se de dar a conhecer internacionalmente a importância de Portugal na história mundial. Assim, sempre é melhor este filme do que nada; ou, se quisermos glosar o outro: até podem falar mal; o que é preciso é que falem .
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Que restará, então, para recomendar A Espada do Rei ? Só isto: sendo baseado na histórica verídica de um mercenário português que se tornou num dos principais guardas do rei de Sião, trata-se de dar a conhecer internacionalmente a importância de Portugal na história mundial. Assim, sempre é melhor este filme do que nada; ou, se quisermos glosar o outro: até podem falar mal; o que é preciso é que falem .
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