Monday, 30 June 2008

And the winner is: raça espanhola !

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E aqui vai, com Picasso e tudo. Vivam os matadores! Em Espanha, mata-se o touro na arena; em Portugal, mata-se às escondidas, ou cura-se e capa-se, convertendo-o em choca/cabresto. Toda uma diferença de raça, sem dúvida. E a raça vencedora na guerra europeia da bola foi a mesma do famoso general/gladiador do magnífico filme de Ridley Scott: um matador noutras arenas, que por ser soldado conhecia a importância do grupo. Com "força e honra" lutaram também estes outros "Máximos" do circo global que é o futebol: simples, eficazes, artísticos, corajosos e determinados. Dignos campeões da Europa, venceram todos os jogos e tiveram o melhor marcador e o melhor jogador. Mais ainda: ajustaram contas com os alemães (interessante coincidência a obra-prima cinematográfica que é a batalha de Gladiator ser exactamente contra os germânicos) saldando todos os pendentes no meu livrinho negro das injustiças futebolísticas. Novo ciclo também aí: no próximo mundial recomeçamos do zero, sem ressentimentos.
Enfim, a Espanha foi tudo o que eu queria que Portugal tivesse sido. Nada de surpreendente na minha vida. Por ser metade de lá, em Portugal sempre fui criticada pelo meu comportamento "à espanhola", que consiste basicamente em não alinhar com o sonsismo obrigatório nesta terra onde tive a infelicidade de nascer. Que pena tenho de não ter sido o meu pai a ter ido para Espanha, em vez da minha mãe a vir para Portugal. Assim, estou condenada a ser aqui uma águia acorrentada, rodeada de peruas e capões. Porque eu sou Fernández todos os dias, no sangue e na alma. Não o sou só hoje, quando há motivos especiais para celebrar.
Viva la raza de España !
Olé!